O finlandês é uma língua bem complicada. Mas acho qu estou indo bem, na medida do possível.
Ontem eu percebi o quanto o ritmo da minha aula em grupo é puxado (gramaticalmente). Depende bastante do esforco individual (=muito estudo em casa). Desde que me juntei a eles, já aprendemos passado (simples), voz passiva (o verbo muda em finlandês, não é aquele esquema de ser/estar + particípio das outras línguas), imperativo. Na minha aula particular, só vimos passado pois eu pedi, já que peguei o bonde andando no grupo e não aprendi direito as regrinhas. No livro que uso com a Kirsi (particular), nem chega a ter o passado, eles focam bastante em vocabulário e linguagem oral, coloquial. Já o grupo, praticamente inexiste linguagem coloquial. Quando eu falo algo na linguagem oral, a professora não corrige, mas repete como seria segundo a norma culta.
Aí eu penso, qual o objetivo? É ÓBVIO que todos querem aprender corretamente. Mas será que não precisamos também aprender a nos comunicar? Se falarmos segundo a norma culta, todos nos compreenderão? Mas como compreenderemos os outros?
Exemplos:
- Vamos ver (let’s see) é katsomaan. Como eles falam? Katota. Pois é, eu ficava ouvindo essa droga de catota o dia inteiro, e pensando que que a catota de nariz (eheheh) significava, até que perguntei.
- Aniversário: syntymäpäivä. Como eles falam? synttäryt
- Vinte (o número mesmo!): kaksikymmenta. Coloquial: kakskyt.
Mas voltando ao ponto: acho que no final das contas eu me dou bem, por ter as duas aulas, que focam em pontos importantes e diferentes da língua. Uma em vocabulário e oralidade, a outra, em gramática. Os outros é que sofrem.
E no final de abril, quando as aulas em grupo acabarem (e só recomeca em agosto)? Bem, talvez então eu tenha que ter uma conversinha com a Kirsi!
Beijos
Olá, muito prazer! Essa ao lado sou eu, a Ana! 
