Wednesday, July 19, 2006

As liquidacões de verão finlandesas não se limitam às lojas físicas, as lojas virtuais entram na festa com tudo. Eu, que não fui à UMA LOJA sequer durante as liquidacões (não que eu precise me conter nas compras, pelo contrário, sou super muquirana), aproveitei os mega descontos da CDON.COM e comprei algumas coisas que queria, outras que nem queria tanto:
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The Best of Johnny Cash para o Sami e Guns ‘n Roses Greatest Hits para mim.

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DVD do seriado Cidade dos Homens e Elvis para nós dois. O Sami ADOROU “Cidade de Deus”, temos gravado e ele já assitiu inúmeras. Ótima oportunidade para ouvir português e se entreter ao mesmo tempo! :)

Tudo isso por 28,75€ incluindo o frete! A liquidacão já acabou e agora o dvd do “Cidade dos Homens está por 21€! :D Adoro uma barganha….

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FINALMENTE cortei a minha juba!!! Já estava virando uma madalena arrependida, como dizia minha avó, de tão comprido que meu cabelo estava! Depois coloco uma foto por aqui, agora a preguica impera.

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Mais dois dias e férias! Delícia!

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Lembram-se que eu falei uma vez sobre duas pessoas do trabalho que estavam meio que tendo um caso? Pois é, parece que a coisa continua (o cara é casado). Outro dia tivemos uma reunião sobre a estratégia da empresa que foi na casa de campo. Dois dias lá, sendo que o grupo que participava deveria ser sempre o mesmo. E não é que misteriosamente ELA é convidada? Gente, me poupem! Ela trabalha com Health&Safety, que já possuia um representante lá (o gerente da área), que convenhamos, para essa área está mais do que bom! Entrou muda e saiu calada, nada teve a acrescentar. Além de, é claro, ter dormido lá no MESMO quarto que ele. Eu, imaginando que esse tipo de coisa aconteceria, piquei rapidinho a minha mula e vim para a minha casinha!

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Mozart ontem se aproveitou da minha nobreza (isto é, distracão) e deu uma longa escapulida. Para o desespero do “pai” de primeira viagem Sami. Como todo bom gato, voltou tranquilão às 4 da manhã e a camarada Zara fez questão de fazer um ESCÂNDALO suficientemente barulhento para me acordar e me obrigar a abrir a porta para ele.

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Minha professora me deu um livro muito interessante para ler: Tuntematon sotilas, ou O Soldado desconhecido (não possui traducão em português). É um dos livros mais populares por aqui e trata de um tema que muito toca a todos os finlandeses: a guerra. O livro já virou filme duas vezes, sendo que o primeiro filme é tradionamente exibido todo ano no dia da independência. Só não sei se vou conseguir ler….. ela acha que eu não vou entender todas as palavras mas já sei o suficiente para acompanhar em o livro. Veremos!

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Temos tido lindos dias de sol e **calor** nesse verão. Note que **calor** para os padrões locais, mas para mim mais do que o suficiente para curtir uma prainha. Se nos mudarmos mesmo daqui, certamente a única coisa que sentirei falta é a praia, que fica ao lado da minha casa.

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Ainda preciso fazer um post sobre a crisma na Finlândia. A sobrinha do Sami Melissa teve a sua confirmation (a igreja Luterana não tem separadamente catecismo, 1a comunhão e crisma, creio que a traducão mais adequeada seria crisma) há algumas semanas e eu me impressionei com a falta de RELIGIOSIDADE da coisa toda. Minha impressão é que é mais um grande evento social e uma ótima oportunidade para se ganhar presentes caros. :( Sim, ela teve todo um ensinamento religioso durante meses, porém saber a Bíblia de cor e salteado não muda muito a “visão” que alguém tem de e sentimento que tem por Deus, não é? Em todos os cartões, mensagens, NENHUMA, ABSOLUTAMENTE ZERO mencão à Deus! :O Eu realmente fiquei abismada, but, fazer o que….
Quem sabe quando eu tiver mais tempo pesquiso mais sobre o assunto e faco um post sobre isso!

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Dos eventos sociais que existem na Finlândia, acho que já fui em quase todos: casamento, batismo, crisma, funeral. Acho que ficou faltando mesmo a festa de formatura do segundo grau (Ylioppilas juhlat). Mas essa não acontecerá tão cedo, já que não conhecemos ninguém nessa faixa etária.

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Para terminar, hoje é aniversário da minha querida Mamãe!!!

Mamis, MUUUUUUUUUUUITAS felicidades para você, saúde, paz e bencãos divinas! :****

Beijocas

Saturday, July 15, 2006

À esquerda, bijuteria comprada na Finlândia.
À direita, bijuteria comprada no Brasil.

Nem os brincos da 25 de Março são tão vagabundos como esse que comprei na Finlândia. Em menos de UMA semana eles perderam o tom dourado e ficaram nesse ridículo acobreado-avermelhado. Que raiva!

Thursday, July 13, 2006

Eu estou de saco cheio de pessoas me torrando ou me julgando pela maneira que dirijo. Eu ultrapasso sim, e daí? Com segurança, nunca em faixa contínua, nunca sem ter um bom espaço sem carros à vista (na outra direção, pois não é na potência do meu motor que eu confio).

Detesto ficar como uma tartaruga atrás de uma fila enorme pois ninguém tem coragem de passar. Nunca gostei e não vou gostar!

No Brasil o problema era maior, porém diferente: aqueles homens machistas de provavelmente pinto muito diminuto se ofendiam ao serem ultrapassados por um pequeno Ka vermelho 1.0 e liberavam todos seus instintos mais primitivos, agindo como animais em busca da caca. Meu amigo Carioca, companheiro de muitas viagens São Paulo - Rio que o diga: eu era mesmo um IMÃ de malas.

Aqui na Finlândia poucas vezes, pouquíssimas mesmo, tive esse tipo de problema. Ao contrário do Brasil, poucos dirigem à toa na faixa da esquerda, usando-a para ultrapassagem, porém também poucas estradas que dirijo possuem 2 faixas, restando-me como única opção ultrapassar os lerdos.

Ainda assim, isso me parece não ser visto com bons olhos. E daí se passo vários carros ao mesmo tempo? Sendo feito com segurança, melhor para mim.

Hoje foi um desses dias atípicos: vindo para o trabalho, me deparei com uma procissão de 5 carros atrás de um caminhão, andando em torno de 75 km/h quando o limite era 100. Veio a primeira oportunidade de passar e o carro mais próximo ao caminhou o ultrapassou. Veio a segunda e ninguém se mexeu. Veio a terceira e como ninguém se mexia, lá fui eu. Passei os 4 carros que restaram e entrei atrás do caminhão. Na oportunidade seguinte passei o caminhão, o Sami também veio e alguns outros carros. Só que ACHO que um dos carros que passei era de um colega de trabalho. Nem sei, pois diferente dos finlandeses, não ultrapasso ninguém encarando os motoristas. Só sei que o cara ficou INSANO atrás de mim. Grudou no meu carro e estava correndo à beca para a velocidade local (era uma zona de 80 km/h). Eu hein!

Entramos no estacionamento da fábrica. Minha vaga fica antes da dele. Falaram que ele tirou um fino do meu carro, pois ainda estava vindo insano. Estava tão rápido que nem cruzei com ele na porta principal, apesar das nossas vagas serem quase que eqüidistantes da entrada. O detalhe é que o gerente da fábrica estava na entrada nesse momento e viu tudo e se limitou a comentar, brincando: corrida dentro da empresa vai contra nossos preceitos de segurança.

E eu ainda ouvi do Sami: não dirija tão rápido. Ora ora, não só não estava correndo como não dirigi colado na bunda de ninguém. Vai falar isso pro insano.

Ultrapassar é um direito de todo e qualquer motorista. Não é uma bandeira de guerra levantada contra o motorista ultrapassado e não requer retaliações. Não é uma provocação, não é um insulto.

Para mim quem leva algo tão pequeno tão a sério a ponto de arriscar sua segurança e a dos outros deve ter outros problemas muito maiores na vida. E tenho dito.

Ps: Onde se lê hoje, entenda como 12 de julho. Escrevi o post e não tive tempo de publicá-lo, e não estou com paciência para revisá-lo e mudá-lo.

Sunday, July 9, 2006

Finalmente arrumei um tempinho para falar sobre o meu passeio do final de semana anterior! Me despenquei da terra do papai Noel para o interior da terra dos vikings para ajudar e presenciar o enlace da minha amiga Flávia e seu príncipe dinamarquês Jan.

Cheguei em Copenhagen na sexta mais ou menos na hora do almoco e tive um servico vip, uma das damas de honra e grande amiga da Flávia Pati foi me buscar lá mesmo! Pati já tinha sido legal por ter comprado o meu presente para o casal! Seguimos então eu, Pati e Martin, seu marido comédia que fala um português perfeito, ao interior da Dinamarca, mais precisamente Skjern. Fui observando a paisagem e arquitetura dinamarquesa, que são bem diferentes da finlandesa!

Depois de 4h de viagem, chegamos ao local e já fomos postos direto no tronco. Lêlê, lêlê, hora de trabalhar: direto para o local da festa para ajudar nos preparativos.
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Depois de exaustivas horas de trabalho não remunerado :P ao menos ganhamos comida: um churrascão na casa dos pais do Jan! :D
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Essa é a família da Flá, todos gente boníssima (e internetados)! Na foto o paiJulião, Flá, Pati, a irmã Ilana, o irmão Fred e a mãe Neuze.

Detalhe que só lá que eu fui descobrir que Jan se pronunciava IEN e não IAN como seria em finlandês! :oops:

A noiva preocupada “ai meu Deus, com essa comilanca toda, será que eu vou caber no vestido amanhã???”
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Eu dormi na casa dos sogros mesmo, onde a família da Flávia estava hospedada. Como a casa estava lotada, arrumaram 2 trailers e num ficaram o pai e o irmão da Flá e no outro a mãe, a irmã e a entrona (no caso eu).

No dia seguinte, a galera já pegou firme no batente e eu e Ilana fomos paparicar a noiva:
o que a gente não faz para ficar bonita?

Do salão, foi direto para o tronco e mais trabalho pela frente! Que time a Flávia arrumou: amigos, amigas e parentes talentosos e prestativos, uma menina de sorte mesmo. Decoracão, vestido, buquê, maquigem, comida brasileira, tudo feito por eles.

Finalmente chegou a hora da verdade! Todas lindas, maravilhosas e com os cabelos balancado, prontas para o grande dia!
A cerimônia foi celebrada pela mãe da primeira família que a Flávia trabalhou como au pair na Dina (Anne era o nome dela??!?!? não lembro). Foi tudo muito bonito, apesar de eu não ter entendido bulhufas, já que quase tudo foi em dinamarquês mesmo.
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Os dinamarqueses possuem suas tradicões bem malucas, e tal qual os finlandeses, transformam as festas de casamento quase que em festas juninas! :lol:
Sempre que os convidados batiam os talheres nos pratos, os noivos tinham que subir nas suas cadeiras e se beijarem em pé. Quando eles batiam os pés no chão, era a hora de entrar debaixo da mesa e se beijar lá.

Mas o mais engracado era quando algum dos noivos saia do recinto! Nessa hora os dinas caiam matando!
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Olha só o assédio na Flá!

Pensam que é só com ela, vejam o Jan também!
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E assim a festa continuou, com uma comida deliciosa dinamarquesa e um pouquinho brazuca também, com músicas gostosas, com cunhadas pentelhas e tudo mais!

Ah, um detalhe da confusão na hora de ir embora: consegui que a sogra da Flá levasse a Ilana e o Julião para casa, mas não me caberia no carro. Tinha um táxi saindo com uma das cunhadas e seus amigos e entrei lá de gaiato total. Crente que ela estava indo para casa. Que nada, a galera foi continuar a bagunca no centro de Skjern. Todos descem e fico lá eu, com cara de pamonha. Peco gentilmente que a cunhada dê o endereco de sua casa para o motorista (visto que nem isso eu sabia!) e ela, que devia estar mais para lá do que para cá, teima comigo que não, que outras pessoas precisam do táxi,q ue eu vou voltar para o local da festa para buscar os outros. E eu afirmando que a mãe dela já tinha ido embora de carro e dado carona aos demais. Mas ela não acreditava em mim e NÃO DEU o endereco ao taxista, pode? Então fui eu, já pensando que dormiria num posto de gasolina da vida, de volta ao local da festa. Para minha sorte, as amigas da Flá que iriam ficar em hotel ainda estavam por lá, e a Pati sabia o endereco. Obviamente não era nem um pouco na maesma direcão (o hotel e a casa dos sogros), mas tudo bem! No fim cheguei em casa sã e salva.

Mal dorminos e já tivemos que partir, pois uma viagem de 5h de trem me aguardava até o aeroporto. Contei com a companhia da família da Flá e bati um papo muito gostoso durante o percurso de volta!

And they lived happily ever after! :)

Flá e Jan, tudo de bom para vocês dois!
Beijinhos

Friday, July 7, 2006

Rapidinha: como esse comercial da Knorr seria visto no Brasil pelos puritanos de plantão?

Respondendo à Hercília, o locutor diz: Knorr keitto tuo elämään makua kylmäänkin päivään -> algo como “Sopa Knorr traz para vida sabor para os dias frios também”. É uma frase bem difícil de ser traduzida, inclusive porque a última palavra não é clara, pois é cortada no meio. O Sami também não deu conta de traduzir direito! :P
Eu entendo como a sopa faz você saborear até os dias mais frios (o casal decide rolar na neve só por causa da sopa).
E o slogan (escrito): Lisää makua elämään - acrescente sabor à vida