No dia 6 de dezembro de 1917, a Finlândia se tornou independente da Rússia. Vou tentar mostrar um pouco como isso aconteceu. Só para que vocês entendam um pouco melhor, a Finlândia era um grã-ducado da Rússia, era considerada autônoma (mas não independente) e por isso tinha seu próprio parlamento e um certo controle governamental. O poder mais alto, estava porém, nas mãos do czar.
Os ânimos na Rússia estavam exaltados após a derrota na primeira guerra mundial, o que levou a ocorrência de duas revolucões, uma em marco e uma em novembro (de 1917). O caos gerado por esses levantes possibilitou a Finlândia se desligar da Rússia.
Após a revolta de marco, comecou-se a discutir na Finlândia a quem o poder pertencia. O partido burguês queria resolver o impasse negociando com o governo temporário burguês russo. Já os sociais-democratas queriam uma decisão unilateral da Finlândia. O parlamente finlandês aprovou em julho uma lei, que transferia os poderes do czar russo ao parlamento. O governo temporário da Rússia não aprovou a decisão e dissolveu o parlamento. O mais alto poder continuou então nas mãos da Rússia e de seu governo temporário.
A revolucão de outubro (que de acordo com novos cálculos seria 7.11), conhecida no Brasil como Revolucão Bolchevista, levou Lenin, líder dos bolchevistas, ao poder. Isso mudou a atitude dos finlandeses para com a Rússia. Agora os sociais-democratas estavam prontos para negociar com os bolchevistas, enquanto que o partido burguês não queria ter nada a ver com eles. No dia 15 de novembro o parlamento aprovou uma nova lei, que dava todo o poder a si mesmo, sem nenhuma restricão. A decisão pôs fim ao impasse de a quem o poder pertencia na Finlândia e desligou o país do governo russo.
Por ter tomado o poder para si, o parlamento nomeou Per Evind Svinhufvud para o governo. Na história esse governo é chamado de “senado da independência”. Sua tarefa mais importante era proteger a independência finlandesa. O senado da independência deu ao nomeado governo até o dia 4/12 para que fosse proposto o modo como o país seria governado. De acordo com a proposta a Finlândia era uma república independente. No dia 6/12 o parlamento recebeu a proposta de independência do partido burguês e do social-democrata. Por meio de votacão, a proposta burguesa foi aceita (100 votos a 88) e a Finlândia foi finalmente declarada uma república independente.
As propostas:
Proposta burguesa:
Pedimos a oportunidade de, nesse dia com a casa cheia (i.e., todos os membros presentes), apresentar ao parlamento para que decida: como o governo apresentou ao parlamento o novo modo de governo, que tem como base a Finlândia como república independente, o parlamento, como governante do poder mais alto da nacão, decide aceitar esse princípio (i.e, que a Finlândia é uma república independente) e aprovar também, que o governo, caso a independência seja reconhecida, inicie as acões necessárias para isso.
Proposta social-democrata:
O governante do mais alto poder da Finlândia expressou o príncipio do parlamento da Finlândia, é e será uma república independente. Essa independência deve-se tentar realizar de maneira amigável com a Rússia, efetuando-se um acordo. Sugere-se que fosse criado um comite de negociacão conjunto, no qual haveira a mesma quantidade de representantes da Finlândia e da Rússia. O comitê de negociacão faria também sugestões sobre a organizacão das relacões entre a Finlândia e a Rússia. Essas sugestões seriam apresentadas a ambos os supremos órgãos do governo para a aprovacão final. A Finlândia deveria tentar também obter o reconhecimento de sua independência por parte de outras nacões e fazer com elas acordos para organizacão de suas relacões. O parlamento decide criar um comite de 17 pessoas para o preparo de tudo acima mencionado e para a realizacão de sugestões para o parlamento aprovar.
Texto retirado daqui e traduzido livremente por mim.
Para saber mais sobre as tradicões desse dia e como a independência é celebrada atualmente, é só olhar o meu post sobre o assunto no ano passado.
Hyvää Itsenäisyyspäivää!
Eu e a Carol (posso por seu link, Carol?) resolvemos começar juntas a malhar. É ótimo, assim uma pessoa incentiva à outra na batalha contra as gordurinhas. Começamos faz pouco tempo, ainda estamos experimentando diferentes aulas de ginástica para descobrir do que gostamos. Uma já descobrimos, uma aula chamada PACE, que é um circuito muito divertido, suamos à beca, cansamos à beca e nos divertimos também! Claro que vale aqui agradecer a Elina por ter sugerido essa aula, acho que seria a última que experimentaria!
Bem, continuando nossas “experimentações”, dessa vez a Márcia se juntou a nós, fomos na terca a uma aula de step. No Brasil eu gostava bastante de step, achava uma aula efetiva, mas que não cansava muito. O mico já começou a mostrar as caras quando vejo que minha professora de finlandês estava na aula também. A sala era estreita e muuuito comprida, como ficamos na extrema esquerda da sala, mal víamos a professora (não que esse fosse o nosso problema).
Começa o aquecimento. As coreografias já são de cara difíceis e ficamos um pouco perdidas. A Carol comenta “nossa, que difícil”, para a qual só respondo “você ainda não viu nada!!!”. A descoordenacão continuou por bastante tempo, atraindo obviamente os olhares alheios. Estava uma situação ridícula, por fim não fazíamos quase nada pois as coreografias eram um tal de pé para lá, dá uma pirueta, joelho para cá, dá a volta no step, tudo de novo, de volta ao começa, agora junta tudo… afe! Num determinado momento, a professora parou a música, pois várias pessoas não pegaram a coreografia. Foi fazer devagarzinho, mas antes perguntou, se dirigindo à nós: “Dá para ver aí do canto também?”. Respondemos que sim, só que faltou dizer “não que vá fazer alguma diferença”. Mais para frente ela veio até a nossa frente, pegou um step, e ainda assim continuamos patetamente descoordenadas.
Até que a Carol desistiu. Ainda estávamos na metade da aula (acho) e ela abandonou o barco! Eu e a Márcia continuamos tentando. Passado mais um tempinho, eis que a Marcinha desiste também. Ora ora, TIVE que ir embora! Dominar as atenções com minha destreza de hipopótama bailarina (viram Fantasia?), não obrigada!
Ao menos rimos demais. Pagamos um belo King Kong! Eu só estou imaginando a minha prof perguntando na 2a: “e a aula de ginástica, gostou?” (detalhe, ela fazia tudo certinho!). O pior é a cara óbvia de estrangeiras e a Márcia ainda nos entregando, com a camisa do Brasil!

Ai que mico……
Eu já disse antes que os mosquitos da Finlândia são cruzados com piranhas, pois não respeitam nem os limites de uma calca jeans e só repelente mesmo para afastá-los. Fomos para a casa de campo (mökki) da Maija, prima do Sami, e obviamente eu alimentei a fauna local. E como nunca antes, tive uma "linda" reacão alérgica aos bichinhos:
Havia mais picadas além dessas!!! Agora estou numa coceira insuportável, apesar de ter ido na farmárcia e comprado uma pomada (de cortizona, para aliviar a coceira) e um remédio anti-alérgico (anti-histamínico).
Fora isso foras dias muito agradáveis, a Maija é um amorzinho e sempre nos trata super bem! Além disso estava calor, sol, nadamos muito, brincamos, tomamos umas biritas… delícia!
Eu estou de saco cheio de pessoas me torrando ou me julgando pela maneira que dirijo. Eu ultrapasso sim, e daí? Com segurança, nunca em faixa contínua, nunca sem ter um bom espaço sem carros à vista (na outra direção, pois não é na potência do meu motor que eu confio).
Detesto ficar como uma tartaruga atrás de uma fila enorme pois ninguém tem coragem de passar. Nunca gostei e não vou gostar!
No Brasil o problema era maior, porém diferente: aqueles homens machistas de provavelmente pinto muito diminuto se ofendiam ao serem ultrapassados por um pequeno Ka vermelho 1.0 e liberavam todos seus instintos mais primitivos, agindo como animais em busca da caca. Meu amigo Carioca, companheiro de muitas viagens São Paulo - Rio que o diga: eu era mesmo um IMÃ de malas.
Aqui na Finlândia poucas vezes, pouquíssimas mesmo, tive esse tipo de problema. Ao contrário do Brasil, poucos dirigem à toa na faixa da esquerda, usando-a para ultrapassagem, porém também poucas estradas que dirijo possuem 2 faixas, restando-me como única opção ultrapassar os lerdos.
Ainda assim, isso me parece não ser visto com bons olhos. E daí se passo vários carros ao mesmo tempo? Sendo feito com segurança, melhor para mim.
Hoje foi um desses dias atípicos: vindo para o trabalho, me deparei com uma procissão de 5 carros atrás de um caminhão, andando em torno de 75 km/h quando o limite era 100. Veio a primeira oportunidade de passar e o carro mais próximo ao caminhou o ultrapassou. Veio a segunda e ninguém se mexeu. Veio a terceira e como ninguém se mexia, lá fui eu. Passei os 4 carros que restaram e entrei atrás do caminhão. Na oportunidade seguinte passei o caminhão, o Sami também veio e alguns outros carros. Só que ACHO que um dos carros que passei era de um colega de trabalho. Nem sei, pois diferente dos finlandeses, não ultrapasso ninguém encarando os motoristas. Só sei que o cara ficou INSANO atrás de mim. Grudou no meu carro e estava correndo à beca para a velocidade local (era uma zona de 80 km/h). Eu hein!
Entramos no estacionamento da fábrica. Minha vaga fica antes da dele. Falaram que ele tirou um fino do meu carro, pois ainda estava vindo insano. Estava tão rápido que nem cruzei com ele na porta principal, apesar das nossas vagas serem quase que eqüidistantes da entrada. O detalhe é que o gerente da fábrica estava na entrada nesse momento e viu tudo e se limitou a comentar, brincando: corrida dentro da empresa vai contra nossos preceitos de segurança.
E eu ainda ouvi do Sami: não dirija tão rápido. Ora ora, não só não estava correndo como não dirigi colado na bunda de ninguém. Vai falar isso pro insano.
Ultrapassar é um direito de todo e qualquer motorista. Não é uma bandeira de guerra levantada contra o motorista ultrapassado e não requer retaliações. Não é uma provocação, não é um insulto.
Para mim quem leva algo tão pequeno tão a sério a ponto de arriscar sua segurança e a dos outros deve ter outros problemas muito maiores na vida. E tenho dito.
Ps: Onde se lê hoje, entenda como 12 de julho. Escrevi o post e não tive tempo de publicá-lo, e não estou com paciência para revisá-lo e mudá-lo.
Rapidinha: como esse comercial da Knorr seria visto no Brasil pelos puritanos de plantão?
Respondendo à Hercília, o locutor diz: Knorr keitto tuo elämään makua kylmäänkin päivään -> algo como “Sopa Knorr traz para vida sabor para os dias frios também”. É uma frase bem difícil de ser traduzida, inclusive porque a última palavra não é clara, pois é cortada no meio. O Sami também não deu conta de traduzir direito! ![]()
Eu entendo como a sopa faz você saborear até os dias mais frios (o casal decide rolar na neve só por causa da sopa).
E o slogan (escrito): Lisää makua elämään - acrescente sabor à vida
Olá, muito prazer! Essa ao lado sou eu, a Ana! 
